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“A caça, ao que os científicos chamam de predação, tem constituído a primavera suprema da vida desde que esta surgiu no nosso planeta.

Porque o caçador, se mata… seguindo as rígidas e imutáveis leis impostas pela natureza à grande estirpe dos predadores, regula com a sua ação e dirige ao mesmo tempo o complexíssimo acerto das espécies: O equilíbrio entre os vivos e os mortos "

Félix Rodriguez de la Fuente

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Pastor Alemão / German Shepherd (1930)


Mickeve, um Pastor Alemão que foi considerado em 1930, o maior saltador canino do mundo! (World's Greatest Canine Jumper). Alguém consegue encontrar um Pastor Alemão actual que faça este tipo de exercícios?




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Publicado por Das Terras Lusas em Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017

A ORIGEM E HISTÓRIA DA RAÇA

Graças às numerosas obras do século XVI, sabe-se que figuravam três grandes grupos de cães sabujos, os míticos e já instintos: Cães Brancos do Rei, Cães Cinzas de Saint Louis e os Cães Fauve de Bretagne.


A raça Fauve é uma das mais antigas raças de cães francesas, reconhecidas desde Francisco I, pela citação Jacques du Fouilloux "presume-se que os cães Fauve de Bretagne são os antigos cães dos Duques e Senhores da Bretanha, cuja raça foi sempre mantida pelo Almirante D´Annebault e seus antecessores e que foi conhecida pela primeira vez em tempos do Grand Rei Francisco."

Jacques du Fouilloux faz menção a uma famosa matilha de cães, no seu livro "La Venerie" de 1561, a dita matilha pertencia a M. Huet des Ventes, que, tinha uns animais fortes, resistentes, com tenacidade e alto olfato, juntando a grande habilidade de conduzir os cães, por este homem.


Trazidos pelos monarcas das suas cruzadas, no leste, por volta do ano 1250. Estes cães caracterizavam-se por um temperamento extraordinário, não temendo a água, nem o frio. Além disso, a antiga raça de cães, possuíam o prestígio de terem feito parte das matilhas reais. As características únicas desta raça, fez com que se mantivesse entre os caçadores da Bretanha Francesa, e, muito em especial, pelo almirante D'Annebauld, sendo muito usado para destruir alcateias de lobos, que acabavam com os rebanhos de ovelhas na região, durante o século XIX.


Na raça Fauve actual existem duas variedades, o Basset Fauve de Bretagne (32 a 38cm) e o Griffon Fauve de Bretagne (48 a 56cm). Ambos têm basicamente as mesmas características morfológicas, a cabeça, a textura do pelo, a cor, a diferença resume-se de certa forma ao tamanho.

Durante muito tempo houve uma terceira raça os Briquets Fauve, no entanto não está reconhecida desde exposição nacional do Fauve de Bretagne que se celebrou em Fougeres, em 1980.


Basset Fauve de Bretagne, na qual, procede do antigo Grand Fauve da Bretanha (70 a 74cm), que inicialmente se tratava de uma raça de cães, muito localizada nas suas origens (Bretanha, França). Em 26 de junho de 1921, cria-se o primeiro Standard oficial da raça, na qual, participa o M. Treuttel, com o nome de Basset de pelo duro da Bretanha.

Entre as duas guerras mundiais, bem como para muitas outras raças, a situação do Basset Fauve de Bretagne é comprometida. Posteriormente, á 2 ª Guerra Mundial, a situação agrava-se, deixando a raça quase extinta, até que, em 1949, o presidente da Federação Canina da Bretanha, M. Lessard e o Conde Jean de Pluvie presidente do Clube do Briquet Fauve, juntamente com o Comandante Marcel Pambrun, sucessor de Lessard, e os seus colaboradores, fundaram o Clube Fauve de Bretagne.

A partir da Fundação do Clube Fauve de Bretagne, criam-se as linhas atuais de raça mediante alguns exemplares excepcionais, que sobreviveram aos anos de guerra, até que, em 1987, criou-se o novo padrão Basset Fauve de Bretagne, de acordo com as regras impostas pela FCI.


Os primeiros Basset Fauve de Bretagne eram usados na caça com arma e para a caça de montarias de pequenas peças, em particular o coelho, nas florestas da Bretanha, dai se deve a maioria dos exemplares tivessem um tamanho pequeno durante tanto tempo. No entanto com a diminuição da caça menor, devido em grande parte aos estragos causados pela mixomatose, os Basset Fauve começaram a ser utilizados, cada vez mais em todo tipo de caça.

Este fenómeno provocou uma demanda de Basset Fauve de patas mais altas, dotados de membros dianteiros rectos, tendo em conta que a raça “exportada” desde a sua província de origem a outras regiões, havia de trabalhar cada vez mais em terrenos diferentes dos que conhecia até então.

Desta forma o Clube optou por eliminar as patas torcidas e admitir um tamanho maior, o ideal passou a situar-se entre os 32 e 38 cm, com a tolerância de 2 cm mais, nos exemplares excepcionais.

Reconhecendo-se que atingiria o máximo que se podia chegar, porque a cima, de esse tamanho o animal pouco teria de basset. Assim, em 1979 Marcel Pambrun escrevia “No que diz respeito ao Basset Fauve, a raça já está bem fixada”

Marcel Pambrun pondo ao serviço da causa, todos os seus conhecimentos, de caçador e de juiz conseguia uma cria de qualidade, cujo nível se pode avaliar pelas recompensas obtidas: 2 Copas de França ao coelho e o prémio de melhor cão sabujo, ganho por Mick, um Basset Fauve de Bretagne, na exposição mundial da Federação Cinológica Internacional, em Verona em 1980.

Publicado por Das Terras Lusas em Segunda-feira, 13 de Novembro de 2017

FEDERAÇÃO CINOLÓGICA INTERNACIONAL

CLASSIFICAÇÃO F.C.I.:

Grupo 6: Cães tipo Sabujo, Cães de Rasto e Raças Semelhantes
Sector 1.3: Cães de tamanho pequeno
Estalão FCI: nº 36
País de origem: França
Nome no país de origem: Basset Fauve de Bretagne

UTILIZAÇÃO: Cão sabujo utilizado para a caça ao coelho, lebre, raposa, veado, corço e javali: -Sujeito à prova de trabalho

CABEÇA

Crânio: bastante alongado com a protuberância occipital marcada. Visto de frente, crânio tem a forma de um arco achatado e diminui a sua largura na direcção do occipital para as arcadas superciliares, que não são muito proeminentes.

Nota: um pouco mais marcado que no Griffon Fauve de Bretagne.

REGIÃO FACIAL

Trufa: negra ou castanho-escuro. Narinas bem abertas.

Focinho: de preferência mais afilado que quadrado.

Lábios: cobrindo bem o maxilar inferior, mas sem excessos. Os bigodes são pouco abundantes.

Maxilares / Dentes: os maxilares e os dentes são fortes, com uma mordedura em 4 tesoura, perfeita e regular. Os incisivos superiores cobrem os inferiores em contacto estreito. A inserção dos incisivos é perpendicular em relação aos maxilares. Ausência dos PM1 (primeiros pré molares) não deve ser penalizada.

Olhos: nem proeminentes, nem de inserção profunda. De cor castanho-escuro. A conjuntiva não deve ser aparente. A expressão é vivaz.

Orelhas: finamente inseridas em linha com os olhos, apenas alcançando a ponta da trufa, quando puxada para a frente. Terminadas em ponta, viradas para dentro e coberta com pêlos mais curtos e finos que no resto do corpo.

PESCOÇO: Bastante curto e musculado.

TRONCO: Dorso: curto para um Basset e largo. Nunca selado.

Lombo: largo e musculoso.

Peito: alto e largo.

Costelas: bastante redondas.

Abdómen: a linha inferior tem ligeira elevação em direcção ao posterior.

CAUDA: Portada ligeiramente em foice, de comprimento médio, grossa na sua base, frequentemente coberta com pêlos espetados e afilada em direcção à ponta. Em acção a cauda é portada acima da linha do dorso e descreve movimentos laterais regulares.

MEMBROS

MEMBROS ANTERIORES

Visto em conjunto: boa ossatura.

Ombros: oblíquos e bem inseridos no tórax

Cotovelos: inseridos nos eixos do corpo.

Antebraços: verticais ou ligeiramente curvados para dentro.

Metacarpos: vistos de perfil, ligeiramente oblíquos.

Vistos de frente, inseridos nos seixos do corpo ou ligeiramente desviados para dentro (o que não é procurado na criação).

MEMBROS POSTERIORES

Visto em conjunto: bem musculosos. Os membros são regulares. Vistos por trás, os posteriores são paralelos, nem abertos nem fechados.

Coxas: longas e musculadas.

Jarretes: descidos e moderadamente angulados.

Metatarsos: verticais.

PATAS: Compactas, com os dedos juntos, arqueados e com unhas fortes. As almofadas plantares são duras.

MOVIMENTAÇÃO: Flexível e regular, jamais saltitante.

PELE: Bastante grossa e flexível. Ausência de barbelas.

PELAGEM

Pêlo: muito duro, seco, curto, nunca lanoso ou encaracolado. A face não deve ser muito emaranhada.

Cor: fulvo, desde o trigo dourado até ao vermelho tijolo. Alguns pêlos escuros dispersos ao nível do dorso e nas orelhas são tolerados.

As vezes apresentam a pequena estrela branca no peito, mas não é objectivo de busca na criação.

ALTURA

Machos e Fêmeas: de 32 cm à 38 cm.

Com tolerância de 2 cm para exemplares excepcionais.

FALTAS

Qualquer desvio nos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exacta proporção de sua gravidade.

FALTAS GRAVES

Comportamento

· Timidez

Cabeça

· Crânio largo, achatado ;

· Arcadas superciliares proeminentes demais ;

· Focinho curto ou pontudo. Lábios pendentes ou pesados ;

· Olhos claros ;

· Orelhas planas e largas.

Tronco

· Corpo de aparência frágil ;

· Linha superior insuficientemente estendido ;

· Ventre adelgaçado.

Cauda

· Desviada.

Membros

· Ossatura insuficiente ;

· Patas espalmadas.

Pelagem

· Insuficiente, rasa, fina, macia.

FALTAS ELIMINATÓRIAS

· Cão agressivo ou medroso.

· Falta de características típicas (todo exemplar cujas características o diferenciam de outros exemplares da raça).

· Prognatismo inferior ou superior.

· Olhos muito claros.

· Despigmentação parcial ou total da trufa ou nas bordas dos olhos ou lábios.

· Cauda quebrada.

· Membros anteriores tortos.

· Pelagem longa ou lanosa.

· Qualquer outra pelagem que não tenha sido citada no padrão.

· Qualquer outro tamanho que não tenha sido estabelecido no padrão.

· Notável incapacidade. Malformações anatómicas.

NOTAS:

· Os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem descidos e acomodados na bolsa.

· Todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.

A caça constitui uma importante ferramenta para a gestão da natureza e um excelente motor de desenvolvimento de um meio rural cada vez mais abandonado e sem atractivo para a juventude. A caça abrange um universo multifacetado que põe de manifesto o profundo sentido antropológico, social, económico e desportivo, circunstância que obriga a uma gestão com vista a assegurar a preservação das espécies e manter a diversidade genética.

A caça, como recurso natural renovável, tem ainda uma componente regional que não deve ser menosprezada, pois o seu correcto aproveitamento é fonte de riqueza e de bem-estar para as populações das zonas mais desfavorecidas.

A gestão sustentável dos recursos naturais renováveis é actualmente uma aposta estratégica da Comunidade Europeia, no seio da qual vem registando um crescimento notável. O mundo rural, por sua vez, tem vindo a sofrer uma manifesta desertificação, sendo cada vez menos o lugar de toda a vida de uma parte importante da população, ao mesmo tempo que assume novas facetas na sociedade e no tempo imprevisíveis. Apesar de tudo, a caça continua a ser vista, por alguma opinião pública, como um recurso orientado exclusivamente para a satisfação dos caçadores, quando, na verdade, tem vindo a beneficiar igualmente os restantes sectores da economia e da sociedade, nomeadamente as pessoas que habitam em torno do espaço em que esta se pratica, através da oferta de serviços e actividades, especialmente de turismo rural e da comercialização nos mercados não exclusivamente cinegéticos.

Nas sociedades contemporâneas evoluídas, o caçador moderno comportasse como um gestor que aproveita os recursos naturais renováveis mediante uma ética baseada na tradição e no respeito, sob o compromisso iniludível de manter e aumentar os mesmos recursos que encontrou. O aproveitamento sustentável dos recursos cinegéticos determina a exploração racional e não a actividade exclusivamente extractiva regulada pelo mercado da lei da oferta e da procura, cuja planificação cinegética deve ser realizada por técnicos competentes para evitar o esgotamento dos recursos e gerir o meio natural. Neste caso, a ética do gestor deve ser a de um defensor do ambiente numa perspectiva de sustentabilidade. A exploração múltipla da caça, agricultura e turismo ou mesmo dos métodos mais eficazes para a sua maximização, exige uma vertente que, na prática, tem sido sucessivamente negligenciada: a caça e a conservação da Natureza.

Falar hoje sobre caça, significa colocar meios técnicos à disposição das populações e ecossistemas, economia e emprego ligados aos equipamentos e infra-estruturas, actividade desportiva sociocultural e de ócio, enfim, um conjunto de interacções que repousam sobre a melhoria de vida e que constituem o objectivo prioritário da gestão cinegética.


Publicado por Das Terras Lusas em Domingo, 26 de Novembro de 2017

OS SENTIDOS

OS SENTIDOS

Que percepções terão os cães em relação a tudo o que os rodeia… verão a preto e branco?

Ouvem do mesmo modo que nós?

Como funciona o seu olfacto?

Muitas vezes, cometemos o erro ao pensar que os nossos animais de estimação decifram as informações do mundo que nos rodeia… da mesma forma, o que não é o caso. Nem têm as mesmas capacidades dos seres humanos, por exemplo, temos uma grande memória visual e para reconhecer alguém basta simplesmente usar a vista, mas os cães, para reconhecer ou analisar o seu ambiente, necessitam também de usar o olfacto e a audição.

A Visão:

A Visão:

Até quase ao primeiro mês de idade, um cachorro é incapaz de se guiar pela visão, os únicos sentidos que funcionam são o tacto, olfacto e o paladar. A visão e a audição entram em funcionamento quando o cachorro cumpre os 10/15 dias e até aos 25 dias, não será capaz de se orientar nem de reconhecer os objectos. É a partir das 6 semanas, quando a retina começa a funcionar adequadamente, desenvolve a percepção visual de uma forma progressiva até cerca dos 3 meses de idade, é quando ele alcança a sua visão final. Uma vez que a visão se desenvolveu definitivamente devemos ter em mente que a perspectiva do cão é completamente diferente da nossa por causa de sua altura, vê tudo a partir de pouco mais de meio metro do solo (dependendo da raça). No entanto, o seu campo de visão é muito maior, os cães ao terem os olhos situados lateralmente adquirem uma visão periférica superior à nossa (essa visão varia dependendo do tamanho do focinho e da forma do crânio), no entanto com menor capacidade para focar e avaliar as distâncias.

A acuidade-visual dos cães é inferior à dos seres humanos, o animal quanto mais próximo dos objectos estiver, maior dificuldade terá para definir os seus contornos. Mesmo que a sua visão seja mais turva do que o nossa, são melhores a identificar coisas em movimento, uma característica que se

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